Paraná oferta atendimento diferenciado para pessoas hipertensas.


A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um problema grave de saúde publica no país inteiro e no mundo. Ela é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por, pelo menos, 40% das mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC), e por 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o diabetes, 50% dos casos de insuficiência renal terminal.
No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em todo país, na última quarta-feira (26), da Secretária de Estado da Saúde destaca o trabalho diferenciado para o tratamento da doença desenvolvido em 10 regiões.
Com este modelo de referência para o país, os Centros de Especialidades do Paraná, deixam de oferecer consultas convencionais e passam a ofertar um atendimento multiprofissional. Que acontece quando o paciente hipertenso que chega ao local por meio de encaminhamento dos serviços de atenção primária (unidades de saúde de cada município), e passa por uma série de atendimentos e exames no mesmo dia. São médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos e farmacêuticos que atuam no atendimento integrado para construir um plano de cuidado desenvolvido exclusivamente para aquele paciente. Todas essas orientações deverão ser aplicadas pela equipe da unidade de saúde em um trabalho conjunto.
De acordo com a técnica da Divisão de Risco Cardiovascular da Secretaria estadual da Saúde, Angelica Koerich, a estreita relação entre as equipes da Atenção Primária e da Atenção Secundária é um dos pilares do MACC, pois esses níveis de atenção se influenciam, são interdependentes e o usuário transita entre eles durante o acompanhamento da sua condição crônica de saúde. 
Isso ocorre devido à aplicação da estratificação de risco, que classifica os doentes crônicos em baixo, médio e alto risco. Sendo que apenas as classificações de alto risco devem ser encaminhadas aos ambulatórios de especialidades de cada regional de saúde.
A hipertensão arterial (HA), muitas vezes, pode não apresentar sintomas, o que implica na dificuldade de diagnostico. Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde têm o papel fundamental nas ações individuais e coletivas de controle da hipertensão, como identificação do grupo de risco, diagnostico precoce, conduta terapeuta e educação em saúde.
Segundo o médico cardiologista, André Ribeiro Langowiski, o tratamento da hipertensão arterial demanda uma mudança de hábitos no dia a dia do paciente. “A hipertensão é fácil de ser diagnosticada, o problema é chegar no paciente, principalmente nos homens que não têm a cultura de prevenção, e de buscar os serviços de saúde para realizar um check-up”, explica.
No box abaixo descubra  o que é a hipertensão e as principais causas: 

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