Falso boato diz que a vacina contra a febre amarela é mortal.
Um falso boato circula pelas redes sociais dizendo que a vacina contra a febre amarela leva à morte. O texto, publicado em site que possui a aparência de um portal de notícias, reproduz de forma idêntica as informações de outro falso boato que circulou anos atrás dizendo que a vacina contra a gripe H1N1 era um "veneno mortal". A falsa noticia diz que a presença de mercúrio na vacina causa intoxicação. Na época em que o primeiro falso boato circulou pelas redes sociais sobre a vacina da gripe, a Fundação Oswaldo Cruz, veio a publico e esclareceu que o mércurio está presente em vacinas como a da gripe e da febre amarela, mas, em baixíssima concentração de 25 microgramas por dose de 0,5ml, ou 0,01% da dose, o que não causa nenhum tipo de intoxicação.
O Ministério da Saúde esclarece que "a vacina contra a febre amarela é altamente eficaz e segura para o uso". Sua eficácia é comprovado é superior a 90%. Essa vacina, é desenvolvida pelo laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz, e produzida no país desde 1937.
De acordo com a Fiocruz, o timerosal, conservante que contém mercúrio, é usado desde de 1930 em vacinas, como na tetravalente, indicada contra tétano, e na tríplice viral, que combate a caxumba, rubéola e sarampo. Segundo a fundação, ele serve para "evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-doses".
A Organização Mundial da Saúde, também indica o uso do conservante timerosal em vacinas, informa a Fiocruz. Estudos realizados sobre o timerosal não encontram evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos à substância. O mércurio presente nas vacinas é expelido pelo organismo e não se acumularia em repetidas injeções, alerta a Fiocruz.
A vacina contra a febre amarela é feita com um vírus atenuado da doenças. Em sua fabricação é usado ovo. Cerca de 10% da pessoas vacinadas podem ter febre e dor de cabeça após tomarem a dose. Essa reação acomete cerca de 1 pessoa a cada 1 milhão que toma a vacina. O problema não está na vacina, e sim em características do indivíduo, mas o cientistas não sabem ainda explicar as causas de algumas reações.


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