Site do "Boa Esporte Clube" é hackeado após contratação do goleiro Bruno.
Após o anúncio oficial da contratação do goleiro Bruno, realizada na última sexta-feira (10), o site oficial do Boa Esporte Clube foi hackeado no domingo (12). Na página inicial, trazia informações sobre o clube e os últimos jogos do Campeonato Mineiro, foi substituída por um texto com dados sobre o feminicídio no país, junto com questionamentos sobre a associação de empresas com o jogador. A mensagem trazia o seguinte texto: "Este ato e uma demonstração de repúdio ao Boa Esporte Clube e a todos os seus patrocinadores por apoiarem o DIRETAMENTE O FEMINICIDIO".
O texto com dados sobre o crime de feminicidio no Brasil: "No Brasil, a taxa de feminicidios e de 4,8 para 100 mil mulheres. A quinta maior no mundo, segundo dados da Organizaçãoo Mundial da Saúde (OMS). Em 2015, o Mapa da Violência sobre homicídios entre o publico feminino revelou que, de 2003 a 2013, o numero de assassinatos de mulheres negras cresceu 54%, passando de 1.864 para 2.875. a mesma década, foi registrado um aumento de 190,9% na vitimização de negras, índice que resulta da relação entre as taxas de mortalidade branca e negra. Do total de feminicidios registrados em 2013, 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vitimas". Momentos depois, de perceber que o site estava hackeado, o Boa Esporte, retirou a mensagem do ar, deixando somente uma página em branco no site.
No sábado (11), um patrocinador havia rompido contrato com o clube de futebol, o anúncio da empresa Nutrend Nutrition, foi realizado em uma rede social. Depois da publicação da nota informado o fim da parceira, vários seguidores parabenizaram a atitude tomada. Além da empresa de suplementos nutricionais, a Cardiocenter Varginha que presta serviços de avaliações médicas dos jogadores do clube também publicou um comunicado em sua página oficial dizendo ter pedido para que a marca fosse retirada do site oficial do clube.
Em nota publicada no final da tarde de domingo, e assinada pelo presidente do clube mineiro, Rone Moraes da Costa, afirma que "não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar". A nota segue com a palavra do presidente do clube que diz "o tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna (do que a) vida no trabalho".

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